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Queda do dólar impacta nas exportações de rochas ornamentais

A recente queda da moeda norteamericana resulta em redução no total das exportações de rochas e faz o setor buscar formas de ampliar mercados

A recente crise econômica norteamericana deixou consequências para a economia mundial. Iniciada com o descontrole do setor imobiliário que fi nanciava imóveis sem garantias, a crise levou instituições bancárias dos Estados Unidos a decretarem falência pela falta de pagamento das hipotecas. Nem mesmo o governo americano conseguiu intervir de forma efi caz para evitar as inúmeras demissões por falta de crédito para a população.

Com a crise americana, os setores que têm ligação direta com os Estados Unidos, como o de rochas ornamentais, acabaram sendo atingidos de forma bem direta. Segundo dados do Centrorochas, em 2009, as quedas do número das exportações já registram uma perda de 12% podendo fechar o ano com até 15%.

Algumas medidas já foram tomadas pelo governo para conter os efeitos na queda das exportações brasileiras. A primeira delas foi a eliminação do Imposto Sobre Operação Financeira (IOF) para as operações de câmbio dos exportadores. Atualmente, ao fazer a conversão do dólar para o real, as empresas brasileiras que vendem para fora pagam 0,38% da alíquota.

Outra medida foi o fim da cobertura cambial para exportadores, o que permitirá manter toda a receita com as vendas externas fora do país. Atualmente, somente 30% dos recursos obtidos com as exportações podem ser mantidos no exterior. A previsão é que essas medidas tornem as exportações mais ágeis. Além disso, a valorização do real pode ser contida porque os exportadores não precisarão comprar reais e jogar dólares no mercado.

REPERCUSSÃO

A crise da economia americana repercutiu no Brasil, porém seus efeitos foram menores do que nos Estados Unidos. Hoje, o País já se reergueu e passou a ter uma economia mais estável e confi ável para os investidores, tendo como consequência a queda do dólar frente à valorização do real.
“O montante da moeda norte americana que circula no País aumentou substancialmente pela confi ança que a economia brasileira vem passando para o mercado internacional”, afirma Eduardo Couto, economista e diretor executivo da Totvs.

Outro fator atrelado à grande entrada do dólar são os altos investimentos que estão sendo feitos no Brasil por empresas estrangeiras que apostam na infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Rochas ornamentais

Depois de uma queda recorde no primeiro semestre de 2009 e a mais recente desvalorização do dólar, o setor de rochas reavaliou os custos operacionais, investiu em novas tecnologias visando minimizar as perdas no corte das pedras, passaram por processos de informatização, qualifi cações gerenciais e investimentos em modelos de gestão mais eficientes para compensar a perda das exportações.

Outra saída encontrada pelos empresários para minimizar as consequências nas empresas exportadoras de rochas ornamentais foi à busca por novos mercados consumidores. Países da Ásia, da África e do Oriente passaram a ser clientes das rochas capixabas, uma vez que nestes países a demanda pelo produto é muito grande já que estão em crescente período de construção civil.