Após cinco anos de quedas consecutivas e acumuladas em 27,7%, em 2017, as exportações conhecerão seu primeiro crescimento, projetado em 12,8%. A previsão foi apresentada pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), na única revisão da balança comercial para o ano.

O trabalho, separado por fator agregado na exportação e por categoria de uso na importação, detalhada em seus principais produtos, estima para 2017 exportação de US$ 209,017 bilhões (+12,8% em relação a 2016) e importação de US$ 145,795 bilhões, aumento de 6,0% em relação verificado em 2016. Com isso, o superávit deve ser de US$ 63,222 bilhões.

A previsão anterior da AEB, divulgada em dezembro de 2016, mostrava exportação de US$ 197,360 bilhões e importação de US$ 145,713.

De acordo com a análise da entidade, o baixo crescimento econômico brasileiro será o responsável pelo incremento de apenas 6,0% das importações, enquanto as commodities serão as responsáveis pelo aumento projetado de 12,8% das exportações.

O superávit recorde histórico previsto de US$ 63,222 bilhões colocará o Brasil no top 5 mundial de superávits, superado apenas pela China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia.

Para a AEB, isoladamente o superávit deve ser comemorado, mas sem esquecer que decorre de forte contração das importações e das exportações nos últimos anos, e que superávit comercial não significa atividade econômica, conforme mostra a realidade do Brasil. Destaca-se, ainda, que o superávit resulta, como quase sempre, das exportações de commodities, sendo destaque a elevação das cotações de minério de ferro, petróleo e
açúcar, e aumento do quantum de soja, petróleo e açúcar, ajudado pela expressiva expansão das exportações de automóveis e caminhões para a Argentina.

De acordo com a projeção feita, os três principais produtos de exportação, soja em grão, minério de ferro e petróleo vão representar 28,8% das exportações em 2017, superando os 23% apurados em 2016, com a soja, pelo terceiro ano consecutivo, sendo o principal produto de exportação do País.

Já na importação, chama atenção a retração de 23% estimada para as compras de bens de capital.

Em 2017, a Argentina está recuperando dos Estados Unidos o posto perdido em 2014 de maior país importador de produtos manufaturados do Brasil, graças ao estimado crescimento de 25% das exportações para a Argentina e de 10% para os Estados Unidos. A Argentina será responsável por 50% do crescimento previsto de 6,7% nas exportações de manufaturados e os Estados Unidos por 13%.

Fonte: Aduaneiras