As exportações de rochas ornamentais capixabas somaram US$ 465,7 milhões no primeiro semestre de 2017. Mesmo com uma redução de 2,1% se comparado com o mesmo período do ano passado – quando foram negociados US$ 475,6 milhões –, as pedras do Estado estão mais valorizadas no mercado internacional, visto que o preço médio subiu 2,49% no intervalo analisado.

Os dados são do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas) e apontam a hegemonia do Espírito Santo entre os estados brasileiros exportadores de rochas ornamentais: 82% dos materiais brasileiros vendidos para o exterior são de empresas capixabas. Minas Gerais, que ocupa o segundo lugar no ranking, exportou US$ 64,3 milhões no primeiro semestre do ano.

Entre os municípios capixabas, o destaque fica para a Serra, que responde por 33,21% das exportações de blocos e 29,97% das chapas, e para Cachoeiro de Itapemirim, de onde saem 12,73% dos blocos exportados e 25,52% das chapas. Além disso, São Domingos do Norte responde por 10,24% das exportações de blocos capixabas e de Barra de São Francisco saem 16,31% das chapas.    

Os principais destinos das exportações de rochas ornamentais capixabas continuam sendo os Estados Unidos, que importaram US$ 372,1 milhões no período analisado, e China, que somou US$ 60,7 milhões. De acordo com Olivia Tirello, superintendente do Centrorochas, a rota direta entre os portos de Vitória e Zhuhai, inaugurada no mês passado, poderá incrementar ainda mais as exportações para o país asiático.